II Festival de Poesia da Cidade de São Paulo - Poemas inscritos

Volume morto

TÍTULO DO POEMA: Volume morto
AUTOR DO POEMA: David Plassa
INTÉRPRETE: David Plassa

 

 

A cada palavra

um cigarro

A cada cigarro

a culpa

A cada culpa

o desespero

A cada desespero

um remédio

A cada remédio

um julgamento

A cada julgamento

uma sentença

A cada sentença

um recurso

E depois...

Como faz?

Quem me traz

paz...

Mais um cigarro

Mais um pigarro

Mais um circo

Que belo circo!

 

A vaia

A navalha

Algo que valha

Não toda essa tralha

Me diz quem disse

Para pensar positivo

sobre a mesmice?

Me diga quem liga

para a minha fadiga?

Deito para não acordar

Acordo sem me mexer

Saio querendo ficar

Quero o mundo apenas para ler

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