II Festival de Poesia da Cidade de São Paulo - Poemas inscritos

Poema protesto para brincar de ser Fernando Pessoa

TÍTULO DO POEMA: Poema protesto para brincar de ser Fernando Pessoa
AUTOR DO POEMA: Tales Jaloretto
INTÉRPRETE: Tales Jaloretto

 

 

 

I-

Entre criador e criaturas

Entre, criatura.
Cria dura!
C(q)ue ardor te criar.
Se ri, criatura;
Só eu te curo: da ira do Criador;
Do treme na cintura.
Não grato, crasso?
-No, atura!
-Então cria a tua...
Entre criador e criaturas

 

II-

Sobre cores e raças

cinzas tardes, Branco!
vermelhos sóis, Preto!
pretos rios, Vermelho.
azuis sismos, Amarelo.
cinzas fardas, Verde.
brancos capuzes, Arco-íris!

Todas cores, e seus ardores.

 

III-

Te amo(ei)

Amor, infame;
Calor "ènxame";
Se for, me chame;
Se nua, me ame.

Amor que ressoa; sua!
Que soa, assua, assoa.
Ressoa, palavra.
juntada, rimada, molhada, mimada.

Me mima, te mimo, te amo.

 

IV-

Ode a Vinícius.

Uísque, lua, ócio.

Gelo...

Vinícius, vícios: virá?

Nuvem, névoa: nem vem.

Amores, bolores, cores!

Luzes, algozes.  Gozes.

 

V-

Ardera

Pudera, ter perto meus amigo, e

Pondera, a solidão neste abrigo.

Prendera, o passado comigo, e

Aprendera, por meio do perigo.

Perdera, a paz com esse ruído.

Pendera, entre vida e o suicídio,

Pandeiro, e expulso o mal embutido.

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