II Festival de Poesia da Cidade de São Paulo - Poemas inscritos

Quando eu morrer

TÍTULO DO POEMA: Quando eu morrer 
AUTOR DO POEMA: Cauê Procópio
INTÉRPRETE: Cauê Procópio

 

 

 

Quando eu morrer, não quero ser nome de rua, de estrada, de avenida, de nada! 

Quando eu morrer eu quero ser nome de puteiro. 

Verdadeiro! 

Cauê Procópio, com o slogan, "satisfação garantida ou foda-se o próprio"! 

Quando eu morrer não quero ser enterrado e nem cremado! 

Quero ser estudado, dilacerado e quero morrer num meio de semana, 

para não estragar feriado. 

Quero morrer numa quarta feira sem sol, mas meu pau... 

quero eternizado num vidro de formol. 

E que não se lembrem de mim por zelos ou benfeitorias, 

quero que se lembrem da luxúria, 

das canções e da poesia! 

Quando eu morrer não quero orações ou rezas, 

quero mentiras e contos 

e se não for possível. 

Amnésia!

comments