II Festival de Poesia da Cidade de São Paulo - Poemas inscritos

Miscelânea

TÍTULO DO POEMA: Miscelânea
AUTOR DO POEMA: Luiz Semblantes
INTÉRPRETE:  Luiz Semblantes

 

 

 

 

Então subi o morro
rapidin pra te contar
que em silêncio a gente grita
é uma forma de expressar.

De quem foi de quem vai,
de quem vem, quem está
e de quem é, juntando os
manuscritos disciplina,
sem vender a minha fé.

Mão lavada
pé na estrada
o alvoroço
ninguém viu.

Jogos mortais
nessa quebrada,
universo te apresento
o Brasil.

Pois aqui a criança chora
não foi pra escola
a cultura não
conseguiu chegar.

Então aumenta
a demanda
que ele começou
a se matar.

Nada de normal
sem ensino fundamental
sem conselho ou tutela, na favela
tá na marca penal.

A vista de disso
não vai ficar omisso
é o ciclo dessa vida
a soma subtraída.

Mentira de verdade
me tira da mentira
a verdade não quer ver
oque realmente gira.

A boca, a fome,
o mundo não engole
toda guerra tem amor
no êxito profundo,
por mais que você chores.

A boca, a fome,
o mundo não engole
toda guerra tem amor
no êxito profundo,
por mais que você chores.

A boca, a fome,
o mundo não engole
toda guerra tem amor
no êxito profundo,
não tem saída,
por mais que você chores.

Atenuar não é reprimir sua ignorância
é jogada pras crianças e assola
contamina feito
ebola.

Enrola, desenrola feito marola
e sobre pra sua mente
até quando o fascismo dessa escola
pro seus filhos, será presente?

É a passagem da sua vida
não vai ser negligente a cada andar
que todo dia que passa deságua de mágoa
na vida esquecida no pé da avenida no ócio
sem pódio, a sua desatenção só aumenta o meu ódio.

SALVE SELVA
eu sou DAKI
são tintas na parede
epígrafes dentro de mim.

Projetando o mundo
aqui do canto da cidade
sem saúde e não sei se vai ter RAP
poesia, mas não vai faltar vontade.

Aqui o nome fica sujo
mas não vai pro SERASA
gaveta do comércio,
tá devendo cria asas.

De arte por arte
faz parte CLAMARTE
DANAVALHA corte,
o amor?
O amor?
amor vive roubando
o meu medo da morte.

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