II Festival de Poesia da Cidade de São Paulo - Poemas inscritos

Mania da Lenha

TÍTULO DO POEMA: Mania da Lenha
AUTOR DO POEMA: Yuri Dinalli
INTÉRPRETE: Yuri Dinalli

 

 

 

Formoso, casal vigoroso!

A rosa e o cravo num jardim

De concreto rochoso.

Ela, prosa, ele parvo,

E quase sempre desditoso.

Mania da lenha, o fogo ardia,

E o calor do momento queimava.

Com ripa e vassoura, o cravo insistia,

E a rosinha, então roxa ficava.

Maria da Penha! Anistia...

E o temor é fomento que agrava.

- Rapaz, vá! Sou rara - A rosa dizia,

E o cravo, cabreiro, a lenha baixava.

A rosa murchava e marchava,

E o cravo, ligava, chorava, insistia.

No broto, Bartira guerreira brotava.

No parvo, batia a palavra: Perdia.

E pendia.

Primeiro porque predomina a pureza,

Poroso, na pisa a polícia o prendia.

- Tenente, tranca esse trouxa,

A três trinco e tristeza.

Agora em Maria, Rosa e Tereza,

Nem com turquesa o cravo batia.

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